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Capital humano: entenda o que é, sua importância e como reforçá-lo

Renan Araújo

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O capital humano refere-se aos atributos adquiridos por um colaborador por meio de sua experiência na própria empresa, por pesquisas e por cursos feitos ao longo de sua jornada profissional. A partir desse conceito, as empresas têm a oportunidade de valorizar a capacidade de seus funcionários, independentemente do cargo ou do nível no qual ele está inserido.

Para que uma empresa possa alcançar os resultados pretendidos, existe a necessidade de ter um amplo conhecimento sobre os seus profissionais. Afinal, eles reúnem competências e habilidades, além de trazerem uma bagagem de conhecimentos que pode ser utilizada no dia a dia de suas funções. Isso pode ser visto como o capital humano, que agrega tanto para o desenvolvimento das equipes quanto para a própria organização.

Neste conteúdo, entenda um pouco mais sobre o capital humano nas organizações, a importância que isso traz para as equipes, além de conferir dicas de como valorizá-lo. Boa leitura!

O que é capital humano?

O conceito de capital humano é relativamente novo. Na década de 1950, o autor Theodore W. Schultz publicou os primeiros resultados sobre os seus estudos em relação ao assunto. Em suas próprias palavras, “capital humano é a capacidade de conhecimentos, competências e atributos da personalidade de uma pessoa ao desempenhar um trabalho de modo a produzir valor econômico”.

Levando em consideração um estudo feito por Sandrini, “capital humano é o conjunto de investimentos destinados à formação educacional e profissional de determinada população. O termo é utilizado também para designar as aptidões e habilidades pessoais que permitem ao indivíduo auferir uma renda.”

Por meio da definição desses dois importantes estudiosos sobre o assunto e aplicada ao contexto das organizações, podemos definir o capital humano como os atributos adquiridos pelos colaboradores ao longo de suas experiências, seja dentro da própria empresa, seja por meio de pesquisas e estudos feitos para potencializar suas habilidades.

Essa ideia partiu de uma série de estudos elaborados por Schultz que apontavam a melhoria da performance e também da satisfação dos profissionais em um contexto no qual as organizações se preocupavam com o bem-estar de sua equipe.

Qual a diferença existente entre capital humano e capital intelectual?

Uma dúvida comum entre as equipes está relacionada à diferença existente entre capital humano e capital intelectual. Enquanto o primeiro está voltado aos conhecimentos inerentes do próprio colaborador (ou seja, aquilo que ele desenvolveu ao longo de sua jornada profissional), o segundo envolve outras questões da própria empresa ou até mesmo de pesquisas.

Ou seja, o capital intelectual é o conjunto dos conhecimentos do profissional com as informações da organização, sejam elas de clientes, sejam elas de dados do mercado adquirido por meio de pesquisas voltadas para o seu público (rede de relacionamento).

Por que é importante valorizar o capital humano nas organizações?

Agora que você já sabe o que é capital humano e qual é a diferença para capital intelectual, chegou o momento de conhecermos os ganhos observados ao valorizá-lo dentro de uma empresa. A seguir, selecionamos os principais tópicos. Confira!

Atração de talentos

O que é um talento? É aquela pessoa que apresenta competências, cujos conhecimentos, habilidades e atitudes no dia a dia contribuirão para o sucesso de uma equipe e, consequentemente, da empresa. Ao se importar com o capital humano da organização, naturalmente sua equipe terá uma ideia mais clara de qual é o perfil desejado para ocupar as vagas disponíveis.

Assim, durante todo o processo de seleção, os profissionais terão insumos maiores para identificar aquelas pessoas que melhor se enquadram na vaga.

Retenção de talentos

Com o objetivo de reter talentos, diversas estratégias devem ser adotadas. Inclusive, preocupar-se com a cultura organizacional do negócio. De acordo com a pesquisa “Global Human Capital Trends survey” feita pela Delloite em 2018, 82% dos profissionais consideram a cultura como uma vantagem competitiva. Além disso, segundo o levantamento “Millenials in Europe and Brazil“, a qualidade de vida é um dos itens mais valorizados por jovens entre 18 e 20 anos, ponto que fica à frente da própria carreira.

Faz parte da cultura de um negócio valorizar o capital humano da organização. Assim, existe a possibilidade de valorizar o potencial de cada profissional, bem como desenvolvê-los de acordo com as necessidades da empresa.

Desenvolvimento profissional

Por falar em desenvolvimento profissional, é por meio do investimento em capital humano que a empresa dissemina continuamente o interesse pela busca da aprendizagem e da capacitação.

Por meio dessa estratégia, a sua marca se tornará referência no ramo de atuação. Ser autoridade em determinado segmento significa gerar confiança em clientes e colaboradores, trazendo possibilidades até mesmo de cobrar um preço mais competitivo (justamente pelos clientes enxergarem valor no que a sua organização proporciona).

Cultura saudável

Mencionamos brevemente sobre a importância da cultura organizacional em um contexto de valorização do capital humano. Mas o que é, de fato, a cultura organizacional? É a forma com que as pessoas se comportam em uma empresa em função de seus valores (pessoais e coletivos), rituais, artefatos, incentivos e histórias.

Para solidificar a sua cultura organizacional, é fundamental a valorização do capital humano. Somente por meio do crescimento e do desenvolvimento dos profissionais de seu negócio é que ela, consequentemente, terá oportunidades de se destacar no mercado.

A partir do momento que um profissional se sente motivado a trazer novas ideias e a buscar por capacitações que contribuam para as suas funções, consequentemente vai aumentar o seu engajamento. Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Gallup, apenas 13% das pessoas em todo o mundo se sentem engajadas em seus trabalhos — o que comprova a necessidade que isso traz para o negócio.

Como desenvolver o capital humano de suas equipes?

A seguir, selecionamos algumas das principais dicas para que seu negócio possa desenvolver o capital humano das equipes. Confira!

1. Autonomia

Segundo a pesquisa da Gallup já mencionada, em uma empresa existem três tipos de profissionais:

  • profissionais engajados — entregam resultados acima do esperado visando o sucesso da empresa;
  • desengajados — executam o trabalho dentro do que é requisitado e esperado;
  • ativamente desengajados — sabotam a empresa diariamente com pequenas ações.

O que toda empresa busca é trazer engajamento aos seus colaboradores, justamente para ter a oportunidade de se tornar mais competitiva no mercado e para obter resultados mais atrativos. O capital humano está intimamente ligado a essa questão. Quando a pessoa não sente confiança em seu próprio trabalho e precisa sempre recorrer à sua liderança para tomar decisões, independentemente do grau de importância, certamente a organização está perdendo oportunidades.

Então, por que a empresa deve investir na autonomia do colaborador? Entre os principais ganhos a serem observados, destacamos:

  • aumento da felicidade e da realização enquanto profissional;
  • melhora na eficiência das atividades;
  • resultados mais atrativos;
  • desenvolvimento de OKRs competitivas;
  • maior responsabilidade das equipes; entre outras.

E como é possível desenvolver a autonomia? Entenda:

  • Invista na capacitação de suas lideranças para que elas inspirem confiança para toda a equipe.
  • Aposte continuamente na transparência, trazendo em reuniões as principais decisões tomadas pela empresa.
  • Trabalhe com ciclos de OKRs, de modo que os próprios profissionais possam definir quais são os seus objetivos para que a empresa alcance os resultados pretendidos.
  • Estimule uma relação equilibrada entre as equipes.

2. Engajamento

Faz parte do investimento em capital humano traçar estratégias para que os profissionais se sintam úteis dentro de um negócio. Como isso é possível? Por meio da prática de one-on-ones, por exemplo, nas quais o liderado ou liderada terá um contato mais próximo com a sua liderança.

Por meio dessa prática, vai haver uma melhoria no fluxo de informações da empresa de baixo para cima, possibilitando traçar estratégias ágeis e preventivas. Além disso, vai trazer mais confiança na relação existente entre gestor e liderado, bem como contribuir para que a gestão possa identificar gargalos no dia a dia de suas funções.

Além da prática contínua de 1:1s, entenda o sentimento de seus profissionais. Muitas vezes, o trabalho executado pode estar abaixo do esperado por questões que vão além da rotina de uma empresa. Isso só será possível identificar, novamente, na proximidade existente entre lideranças e colaboradores.

3. Lideranças

Por falar em lideranças, o investimento em capital humano só será possível se tivermos pessoas capacitadas ocupando esses cargos. No livro “Leadership and The One Minute Manager”, de Blanchard, o autor defende que os líderes contam com duas alavancas distintas em relação aos seus estilos de liderança: quantidade de direcionamento e quantidade de apoio.

Em cada nível de desenvolvimento, um gestor deve utilizar diferentes quantidades de apoio e direcionamento. Nesse sentido, Blanchard combina em quatro estilos diferentes de lideranças:

  • direcionamento — baixo apoio, alto desempenho;
  • coaching — alto apoio, alto direcionamento;
  • apoio — alto apoio, baixo direcionamento;
  • delegação — baixo apoio, baixo direcionamento.

Nesse sentido, para cada um desses contextos, é de responsabilidade de o líder entender e realizar a ação mais indicada para a situação. Dessa forma, vai haver maior confiança entre as partes: essencial para o desenvolvimento do capital humano.

4. Clima organizacional

Inicialmente, vamos ao contexto de clima organizacional. Trata-se da percepção coletiva que a empresa tem em relação ao próprio negócio. Essa percepção vai afetar diretamente a qualidade do ambiente de trabalho, a satisfação dos profissionais, o rendimento da equipe e, consequentemente, os resultados obtidos pela organização.

São muitas as variáveis que podem afetar o clima organizacional de uma empresa. Entre elas, destacamos:

  • relacionamento entre a equipe;
  • estrutura física de um negócio;
  • liderança;
  • políticas da empresa;
  • cultura organizacional;
  • processos; entre outros.

E quais são as principais vantagens de entender como anda o clima organizacional de seu negócio? Entre elas, destacamos:

  • melhoria na produtividade da equipe;
  • redução da taxa de turnover;
  • maior engajamento dos colaboradores;
  • fornecimento de um propósito organizacional para toda a equipe.

Nesse sentido, uma dúvida comum está relacionada às formas de medir o clima. Isso pode ser feito por meio da Pesquisa de Clima Organizacional, que é uma ferramenta para essa gestão que possibilita às equipes realizar uma análise da empresa, medir a satisfação dos profissionais, além de verificar as condições de rendimento que influenciam na produtividade final.

Por meio dos resultados dessa pesquisa, é possível traçar ações eficazes que reduzirão:

  • perda de capital humano e o consequente aumento de turnover;
  • queda de engajamento;
  • absenteísmo;
  • baixa inovação;
  • relacionamentos interpessoais negativos.

Neste conteúdo, você pôde entender o que é capital humano, qual é a importância da sua valorização para uma empresa, além de conferir como ele influencia no sucesso do negócio. Pôde entender, ainda, quais são as principais estratégias que contribuem para o gerenciamento do capital humano em uma organização. Conforme explicamos, a promoção de uma cultura organizacional sadia, o contato próximo entre lideranças e profissionais, além de ferramentas eficazes para entender sobre a satisfação dos colaboradores é fundamental para o fortalecimento do capital humano.

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