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5 cases de empresas que investem em saúde mental

Renan Araújo

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Neste mês, muito se discute sobre saúde mental devido ao Setembro Amarelo. Porém, os debates e ações não devem ser resumidas a esse período do ano. Conhecer o que outras organizações fazem e ficar por dentro de pesquisas e estudos com profissionais em nosso país permitirá que as lideranças e os Recursos Humanos implementem estratégias que trarão ganhos o ano todo, o que refletirá diretamente nas taxas de turnover, de absenteísmo e na satisfação das pessoas de um time.

Neste texto, a gente apresenta alguns dados importantes sobre o assunto, além de ressaltar alguns cases de grandes empresas. Continue a leitura e saiba mais!

Pesquisas sobre o tema

De acordo com um estudo realizado pela Kenoby com mais de 500 profissionais, a saúde mental de colaboradores entrou na agenda de grande parte dos departamentos de RH nas empresas do país. No levantamento, 37,7% das empresas analisadas contam com benefícios voltados para a melhoria do bem-estar e da saúde mental de times. 38,7% não contam com nenhum tipo de recurso, mas já pensam em investir na área em até um ano.

Ainda segundo o levantamento, 67,3% das pessoas entrevistadas afirmam que as lideranças levam em consideração a saúde mental de profissionais no momento de avaliar as expectativas de colaboradores. Porém, para 93% deles ainda falta mais atenção por parte das empresas para discutir sobre o tema.

Em 71,1% das empresas ouvidas não há nenhum tipo de departamento dedicado ao setor, enquanto a maioria (67,4%) já teve afastamento por problemas emocionais.

Na pesquisa, também foi questionado sobre os motivos que levam a danos psicológicos no trabalho. Confira as principais respostas:

  • falta de diálogo com a liderança — 19,1%;
  • assédio moral e constrangimentos — 18,9%;
  • ausência de feedbacks contínuos — 16%;
  • metas difíceis de serem alcançadas — 12,3%.

Além disso, o estudo levou a reflexão sobre os impactos ocasionados pela falta de cuidado com a saúde mental. Entre eles, foram apontados:

  • impacto para a produtividade individual — 36,6%;
  • baixo engajamento — 23,3%;
  • aumento do turnover — 19,6%.

Empresas que investem em saúde mental

Agora que você já conhece a importância de debater sobre saúde mental nas empresas, vamos apresentar algumas organizações que já investem em saúde mental. Confira!

Unilever

As discussões sobre saúde mental na Unilever não são recentes. Na organização, há implementação de ações e programas desde 2015, ano em que a empresa passou a oferecer meditação e sessões de biofeedback. Porém, durante a pandemia, houve uma intensificação desse discurso.

Com mais de 12 mil funcionários no Brasil, a organização utiliza ferramentas e outras estratégias que englobam tanto a saúde mental quanto a saúde física, emocional e de propósito. Entre os diferenciais oferecidos, destacamos:

  • trabalho remoto;
  • horário flexível;
  • tratamentos cuja finalidade é identificar gatilhos geradores de distúrbios, entre outros.

Ambev

A Ambev está tão atenta a esse tópico que implementou, em 2020, uma nova diretoria em seu grupo: a de saúde mental. Para isso, houve toda uma transformação cultural na empresa. Em setembro do ano passado, por exemplo, as lideranças compartilharam durante um evento virtual quais foram os maiores erros de suas carreiras, o que traz para o restante do time uma “permissão” para errar.

De acordo com Mariana Holanda, a diretora de saúde mental (cargo criado em junho de 2020), “a gente precisa trazer um olhar para o ser humano na sua totalidade. Na companhia, já vínhamos antecipando essa conversa ao trazer atenção para características como vulnerabilidade, empatia, escuta propensa ao outro”, afirma.

No mercado, há curiosidade para entender quais são os principais tópicos e funções da diretoria. Inicialmente, ela buscou abordar dois tipos de vieses:

  • acolhimento aos colaboradores, especialmente em um período difícil vivenciado por toda a população devido a pandemia global;
  • dar conhecimento e promover o aprendizado sobre o tema.

Segundo a Ambev, é importante que as pessoas tenham repertório quando o assunto é saúde mental. Acabar com o tabu de promover debates sobre isso contribuirá para que profissionais identifiquem situações de burnout, depressão e ansiedade. 

“Não é fácil falar sobre saúde mental, pois ainda existe preconceito. E toca na vulnerabilidade das pessoas. É difícil admitir quando você não consegue pensar ou deu um branco na reunião e isso está relacionado a não conseguir dormir por causa de um problema.”

Danone

A multinacional investe anualmente cerca de 1,8 milhão de reais para serviços de saúde aos seus colaboradores. Entre os benefícios oferecidos, destaca-se um centro de apoio de saúde mental, cujo objetivo é fornecer apoio psicológico, orientação financeira e jurídica, além de possibilitar acesso a consultas e atendimentos por meio da telemedicina.

Também firmou parcerias para que as pessoas tivessem acessos a medicamentos mais acessíveis, com descontos de até 65% em produtos dessa categoria.

Porto Seguro

A seguradora identificou a necessidade de investir em saúde mental logo nos primeiros meses da pandemia, aderindo ao movimento #NãoDemita. Tal iniciativa vetou qualquer tipo de desligamento durante o período especificado na campanha, com o objetivo de fornecer aos profissionais segurança financeira.

Entre as outras medidas adotadas pela empresa nos meses seguintes, destaca-se:

  • projetos de corridas;
  • aulas de dança;
  • pilates;
  • violão;
  • gaita;
  • muay thai;
  • mensalidades de academia.

Aos colaboradores, também foi fornecida a possibilidade de operar em regime remoto, contando com o suporte de uma equipe de profissionais disponíveis 24 horas para qualquer dúvida relacionada aos sintomas da Covid-19.

Todas essas iniciativas foram um complemento para o que a instituição já oferecia, como vale refeição, seguro de vida, auxílio creche ou babá, plano odontológico e médico, previdência privada etc.

Nubank

A Nubank também implementou mudanças logo nos primeiros dias de pandemia, ao enviar todos os seus mais de 2 mil funcionários para o trabalho remoto. Além disso, enviou centenas de cadeiras ergonômicas para os colaboradores, oferecendo também ferramentas de apoio legal, financeiro e psicológico. Para o cofundador da empresa, não se trata de um custo, mas como um investimento feito aos profissionais.

Neste conteúdo, você pôde entender o que algumas empresas têm feito para a saúde mental de seus colaboradores. Conforme mencionamos, este não é um debate que deve ser resumido no mês de setembro, mas sim discutido durante todo o ano, de modo que implemente ações contínuas de melhorias nos processos.

Para saber mais sobre o tema de saúde mental nas empresas, continue no blog e acompanhe outro material que produzimos sobre o assunto!