fbpx

Manual do Q.Player em tempos de COVID-19

Francisco Homem de Mello

Ontem publicamos nosso manual interno que tem como objetivo dar um direcionamento aos nossos colaboradores – os Q.Players – sobre como se portar nesses tempos de crise.

Você pode ver os slides na apresentação abaixo. Se você quiser baixá-lo, use esse link. O material é 100% open source, e nossa ideia é ajudar outras empresas e departamentos de RH a se comunicar melhor com suas equipes e stakeholders.


Comunicado interno

Além do Manual, publiquei também o seguinte texto no nosso canal oficial de comunicações no Slack. O comunicado foi o resultado de uma reunião emergencial entre as lideranças da Qulture para decidir como responderíamos a um caso suspeito entre nosso time.

Vale lembrar, no entanto, que na segunda-feira já tínhamos feito um primeiro comunicado, em tom um pouco mais brando, sugerindo a todos que dessem forte preferência para o trabalho remoto. Segue a íntegra do comunicado:

[COVID-19]

Galera,

Seguinte: temos novidades nesse assunto.

Ficamos sabendo agora há pouco que o Fulano teve contato com uma pessoa que está com suspeita de COVID. Fulano esteve no escritório ontem, e teve contato com uma turma (inclusive eu), de modo que podemos ter uma infecção entre a gente. Falei com vários de vocês agora em uma reunião emergencial e tomamos a decisão de pedir encarecidamente que todos vocês façam home office até as coisas darem uma acalmada. Não somos a única empresa seguindo esse caminho preventivo.

*Não é pra termos pânico*.

Até pq todos nós somos jovens e temos boa saúde, mas *devemos tomar o máximo de cuidado pra evitar a proliferação do vírus, pois isso pode sobrecarregar o sistema de saúde e infelizmente privar quem mais precisa de ajuda, que são idosos e pessoas com imunidade baixa*, demographics onde a mortalidade é gigantescamente maior. O objetivo é justamente não agirmos de modo que o sistema de saúde fique sobrecarregado.

O que significa isso? Vamos dizer não a reuniões presenciais com clientes. Podemos usar Zoom, Hangouts e outras tecnologias, até que a poeira baixe. Vamos evitar *ao máximo* ir ao Cubo (há conversas sobre o Cubo fechar por um tempo), que é um lugar com enorme trânsito de pessoas, onde a infecção é mais provável. Nossas reuniões internas já estão super remotas, então seguimos assim.

Se vc teve contato com o Fulano ou com pessoas que estiveram com o Fulano nessa semana, *você não pode vir pro Cubo até que tenhamos mais clareza se essa infecção ocorreu* e deve, francamente, evitar contato com qualquer pessoa. Falei com meu médico e ele sugeriu auto-isolamento em casa até segunda feira, ou até que fique mais claro se tenho os sintomas. Falou também pra eu ainda não ir num hospital ou clínica, pra não aumentar o risco de contaminação nem dar trabalho sem necessidade. Estou procurando saber se algum provedor de saúde pode vir na minha casa me testar.

Para os outros, ressalto que idealmente devemos fazer home office, portanto ir ao Cubo apenas em caso de extrema urgência.
Se vc precisar de alguma coisa, qualquer coisa razoável, pra trabalhar de casa, nos avise que compraremos e mandaremos pra sua casa. Se quiserem levar os monitores do Cubo pra casa, podem levar. Queremos dar o máximo de conforto pra todos nós. Estamos aqui pra nos ajudar e pra passar por essa da melhor maneira possível ok? É a primeira vez que eu, sem dúvida, e todos nós, provavelmente, enfrentamos algo parecido, então é certeza que vamos cometer erros e aprender com isso tudo. Remember to always energize the organization ????

Abração, e muita calma nessa hora! Se alguém quiser conversar, estou 100% à disposição ok? Vou avisando vcs se tiver novidades ou novas recomendações.

Kiko

Mensagem de ontem no canal de comunicados oficiais do Slack da Qulture. Anonimizamos (se é que existe essa palavra) o nome do nosso Q.Player que estava sob suspeita!

A ideia era acalmar os Q.Players e dar boas instruções para que cada um tivesse o melhor impacto possível na sociedade à sua volta.

Espero que isso seja útil para sua empresa decidir como enfrentar essa crise.

Abraço,

Kiko