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Por que os astronautas? – Uma história sobre a missão da Qulture.Rocks

Francisco Homem de Mello

Sempre me perguntam por que usamos tantas ilustrações de astronautas no nosso site, apresentações e conteúdos. Então resolvi escrever um pouco sobre isso.

Por que a Qulture.Rocks existe?

Fundamos a Qulture.Rocks para ajudar organizações a conquistarem feitos incríveis. Essa é nossa missão. Achamos que uma gestão melhor leva a pessoas mais felizes, engajadas e comprometidas, e consequentemente a resultados mais relevantes e alinhados com a estratégia da organização – ou seja, mais e maiores conquistas e feitos.

E por isso, decidimos atacar esse desafio pela gestão de desempenho de pessoas, que passa por ferramentas como o feedback, as OKRs, as avaliações de desempenho e as one-on-ones. Acreditamos que organizações são feitas principalmente das suas pessoas, e a gestão de desempenho é a melhor forma de mudar como as pessoas trabalham e se relacionam com a organização.

Grandes feitos, grandes conquistas

Se nossa razão de existir é ajudar grupos de pessoas a conquistarem feitos incríveis, que melhor simbolismo para ilustrar nossa missão do que astronautas e a conquista do espaço?

Desde o começo do século 20 a humanidade se fascina com o céu e suas possibilidades. Primeiro veio o avião e, depois da Segunda Guerra Mundial, a ambição de conquistar o espaço, turbinada pelo comprometimento assumido por John F. Kennedy, presidente dos EUA na década de 60, em um discurso na cidade de Houston, no Texas.

Kennedy, in a blue suit and tie, speaks at a wooden podium bearing the seal of the President of the United States. Vice President Lyndon Johnson and other dignitaries stand behind him.

No discurso, que é um marco importantíssimo na exploração do espaço, Kennedy fala sobre a meta de chegar à lua antes do fim da década:

We set sail on this new sea because there is new knowledge to be gained, and new rights to be won, and they must be won and used for the progress of all people… I do say that space can be explored and mastered without feeding the fires of war, without repeating the mistakes that man has made in extending his writ around this globe of ours.

There is no strife, no prejudice, no national conflict in outer space as yet. Its hazards are hostile to us all. Its conquest deserves the best of all mankind, and its opportunity for peaceful cooperation may never come again. But why, some say, the Moon? Why choose this as our goal? And they may well ask, why climb the highest mountain? Why, 35 years ago, fly the Atlantic? Why does Rice play Texas?

We choose to go to the Moon! We choose to go to the Moon…We choose to go to the Moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard; because that goal will serve to organize and measure the best of our energies and skills, because that challenge is one that we are willing to accept, one we are unwilling to postpone, and one we intend to win, and the others, too.

O discurso é tido como um marco dos esforços espaciais e como o estabelecimento da grande meta que fez os EUA conseguirem chegar à lua antes do fim da década de 60. Nele, além disso, Kennedy reconhece que a dificuldade da meta – chegar à lua – é enorme, mas que essa dificuldade vai servir para que todos concentrem suas energias e remem na mesma direção.

O que Kennedy fez foi alinhar os esforços de uma nação inteira aos ideais de uma meta – uma conquista, um feito – que era desbravar o espaço. E organizações são, fundamentalmente, a mesma coisa: gente que se junta para realizar uma missão muitas vezes incrivelmente difícil.

Paixão, excelência, garra – os astronautas

Se nossa missão tem tudo a ver com ajudar gente que se junta para conquistar grandes feitos, os astronautas simbolizam o que há de mais nobre no ser humano.

Astronautas são intensamente apaixonados pelo que fazem. A maioria deles decidiu desde pequeno que queria fazer isso para o resto da vida. E é preciso muita paixão: ser astronauta é talvez uma das jornadas mais difíceis do mundo.

Para ser astronauta [1], você precisa ser formado em engenharia, física, biologia ou matemática. Grande parte dos astronautas, no entanto, possui mestrados e PhDs. Mas não é só isso. Se você vem do exército, são necessárias 1.000 horas voando jatos de caça da aeronáutica ou marinha.

Depois vem a parte física: visão, saúde cardiovascular e altura também são requisitos.

Se você passa em todos esses critérios, sua jornada está apenas começando ????

O próximo passo é passar pela academia de candidatos: um curso de 2 anos em que aprendem sobre as tecnologias e realidades do espaço, como o funcionamento da Estação Espacial Internacional; se tornam mergulhadores certificados; são treinados em sobrevivência no mar; aprendem russo e passam pelo famoso acelerador gravitacional que vemos nos filmes.

Quando se formam astronautas, esses profissionais podem passar muitos anos sem nenhuma missão espacial. Ficam apenas treinando, treinando e treinando. Quando- e se- são alocados a uma missão, passam mais algo em torno de 2 anos se preparando apenas para essa missão. Isso é garra pura!

Para não falarmos de quando eles de fato “viram” astronautas: imagine como é difícil passar por uma missão em que as chances de você não voltar são relevantes, e passar seis meses em uma lata de alumínio de alguns metros de diâmetro a um punhado de mil metros da terra. É mole?

Além disso, astronautas não podem não trabalhar em equipe: são cinco adultos trabalhando nesse espaço, que precisam atingir resultados, executar projetos (como pesquisas científicas, manutenção em equipamentos e os famosos spacewalks), além do time da Terra, que trabalha durante vinte e quatro horas por dia no monitoramento dos astronautas. É uma equipe de mais de cinco mil pessoas, todas apaixonadas pelo espaço, buscando a excelência como prerrogativa, e dedicando suas vidas a uma causa.

É por isso tudo que nossa identidade tem tantos astronautas.

Queremos revolucionar a forma com que as empresas trabalham, feito de dificuldade comparável à conquista do espaço. Se formos bem sucedidos nessa jornada, vamos ajudar nossos clientes, organizações de todos os tipos e setores, a conquistarem feitos incríveis, e a terem um impacto gigante e positivo no mundo.

Para isso temos que ter nada menos do que astronautas: gente apaixonada, raçuda e excelente como todas as pessoas que trabalham em volta das viagens espaciais.

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[1] Exemplos retirados do processo seletivo da NASA, a agência espacial norte-americana.