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Conheça 6 tendências de RH que a pandemia acelerou

Renan Araújo

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Em 2020, o mundo passou por uma situação atípica. As empresas que ainda não aplicavam o modelo de trabalho remoto precisaram se adaptar para esse novo contexto, uma vez que a pandemia da Covid-19 exigiu o distanciamento social durante todo o ano. Por essa razão, a área de Recursos Humanos também precisou se adaptar: novas preocupações surgiram, bem como novos desafios. Diante tudo isso, quais foram as tendências de RH que 2020 acelerou?

Sempre que falamos sobre o tema, a primeira questão que vem à cabeça é: home office. No entanto, de acordo com a pesquisa realizada pela Robert Half, 35% das pessoas já o exerciam antes da pandemia. Porém, essa impossibilidade de retornar ao escritório, bem como as tratativas realizadas de forma completamente remota é que trouxeram alguns desafios para os profissionais.

Neste conteúdo, a gente explica um pouco mais sobre essas tendências. Continue a leitura e saiba mais!

1. Antecipação de mudanças

No início de cada ano, as empresas definem seus principais objetivos globais. A partir deles, as áreas definem as metas individuais dos colaboradores, de forma que possam convergir para chegar aos resultados macro pré-estabelecidos.

Porém, mais do que nunca podemos presenciar que mudanças ao longo da trajetória ocorrem, principalmente se forem ocasionadas por contextos externos. Nesse cenário, a área de RH precisou demonstrar capacidade rápida de responder às principais mudanças ocorridas, trazendo a necessidade da antecipação de gargalos.

Por essa razão, existe a necessidade de a área de RH se tornar mais analítica, utilizando a tecnologia como aliada para a automatização de processos. Consequentemente, haverá mais foco na estratégia da empresa, bem como na gestão de talentos de modo geral.

2. Tecnologia como aliada

Por falar em tecnologia, ela esteve presente em boa parte dos processos de RH. De acordo com um estudo feito pela Kenoby no final de 2019, 86% dos profissionais declararam que o RH se tornou uma área estratégica, enquanto 96% deles afirmaram que o uso da tecnologia é essencial para os processos. No entanto, 52% deles afirmaram que a empresa onde trabalham é pouco digital, enquanto para 18% não é nada digital.

Em 2020, as empresas tiveram que recorrer às ferramentas para conseguirem dar prosseguimento aos processos mesmo que de forma remota — treinamentos e recrutamento e seleção, por exemplo. Além disso, a gestão de desempenho se mostrou como uma importante aliada para tornar a comunicação mais fluida e para fornecer maior bem-estar e qualidade de vida aos profissionais, mesmo em um período atípico.

One-on-ones são um bom exemplo disso. Por meio das reuniões periódicas entre liderados e lideradas com suas lideranças, existe a possibilidade de apresentar os principais desafios impostos no dia a dia de trabalho, além de trazer a oportunidade aos gestores de movimentar o fluxo de informações de baixo para cima — conseguindo prever demandas e traçar estratégias efetivas nesse sentido.

O que isso tem a ver com a tecnologia? Hoje, por meio de um software de gestão de desempenho, é possível ter um melhor controle das one-on-ones, rodar avaliações de desempenho, além de medir o clima organizacional de seu negócio, tão importante para resultados mais atrativos.

3. People Analytics

Segundo um artigo publicado pela Visier, a pandemia acelerou uma das principais tendências de RH: o People Analytics. Afinal, tomar decisões baseadas em dados sobre pessoas foi um dos meios mais seguros para obter respostas relacionadas à crise gerada pelo novo coronavírus.

Klaus Schwan, Presidente Executivo do Fórum Econômico Mundial, ressaltou que um dos grandes elementos da mudança social é exatamente o alto volume de dados disponíveis, e como eles podem ser utilizados para decisões mais estratégicas.

Conforme mencionamos, a antecipação de mudanças foi necessária. Por essa razão, as decisões precisaram ser tomadas de forma ágil, uma vez que as lideranças precisavam de apoio para um contexto tão desafiador.

Entenda como isso é possível: imagine que a sua empresa aplicou uma Pesquisa de Clima e Engajamento para entender a percepção de colaboradores e colaboradoras em relação a políticas e práticas da empresa. Esses dados podem ser cruzados com as informações dos profissionais (área, departamento, tempo de casa e avaliação de desempenho, por exemplo), contribuindo para traçar estratégias eficazes que garantam a retenção dos principais profissionais de seu negócio.

4. Trabalho híbrido

Trabalho híbrido ocorre quando parte da empresa trabalha em casa e outra parte no escritório. Conforme mencionado, apesar de muitas empresas já oferecerem home office no período anterior à pandemia, poucas traziam a possibilidade de optar por uma das duas formas de maneira permanente.

E essa é uma tendência que chegou para ficar em grande parte do globo. Nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com uma pesquisa feita pela universidade de Stanford, 55% das pessoas gostariam de trabalhar nesse modelo. No Reino Unido, segundo o Chartered Institute Of Personnel and Developmente, a expectativa é de que o grupo de trabalhadores remotos regulares dobre de 18% para 37%.

Luís Camargo Pinto, presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades, destacou que o trabalho remoto durante a pandemia passou por três estágios distintos:

  • no primeiro, da noite para o dia, foi decretado home office obrigatório como uma das formas de conter o avanço da Covid-19;
  • no segundo, houve a preocupação de como foi o processo inicial, desafios, necessidades técnicas, entre outros;
  • no terceiro, no qual poucas chegaram até então, diretorias vão analisar, por meio dos resultados das pesquisas internas, o que vai seguir dali em diante.

Sendo assim, caso opte opte por essa tendência nos próximos anos, alguns cuidados devem ser tomados:

  • verificar questões de segurança, especialmente em um cenário de aprovação da LGPD;
  • entender as dificuldades dos profissionais frente a esse modelo de trabalho;
  • oferecer estrutura necessária;
  • lideranças mais próximas de seus liderados e lideradas;
  • adotar uma cultura constante de feedbacks.

5. Lifelong learning

Antes da pandemia, o profissional que buscava continuamente por aprendizados já se destacava no mercado de trabalho. Hoje, mais do que nunca, o conceito de “educação ao longo da vida”, ou lifelong learning, é primordial.

As empresas, além de buscarem por colaboradores que se preocupam em se aperfeiçoar em diferentes estágios da vida profissional, também precisam concentrar esforços para o treinamento e desenvolvimento de seus funcionários.

Entre as principais vantagens observadas por essa estratégia, além do ganho de diferencial competitivo, destaca-se o aumento da produtividade, de retenção de talentos, de engajamento e, consequentemente, a redução do absenteísmo.

6. Preocupação com saúde mental

Na primeira semana de dezembro, a Ambev fez um anúncio que chamou a atenção: Mariana Holanda, profissional da empresa, assumiu o posto de primeira diretora de Saúde Mental da organização. De acordo com a diretora, existe a necessidade de trazer um olhar para o ser humano em sua totalidade. Dessa forma, vai trazer atenção para algumas características importantes, como:

  • vulnerabilidade;
  • escuta;
  • empatia; entre outros.

Essa decisão foi tomada devido à identificação de que a inovação passa diretamente pela área de gestão de pessoas. Além disso, de acordo com um estudo do Google, o ingrediente secreto das equipes de alta performance é a segurança psicológica (e não a pressão por resultados), o que reforça essa estratégia.

De acordo com uma pesquisa feita pela Workana, 43,7% dos profissionais tiveram algum sintoma de prejuízo mental durante a pandemia, sendo essa uma das principais preocupações da Organização Mundial da Saúde. Outro ponto importante: antes mesmo da pandemia, a OMS já apontava o Brasil como um país que mais tem pessoas ansiosas em todo o mundo, o que comprova ainda mais a importância de investir nesse assunto.

Neste conteúdo, você pôde conhecer algumas tendências de RH que a pandemia acelerou, além de detalhes importantes que chegaram para transformar as organizações. Conforme percebido, o olhar para os potenciais humanos se tornou ainda mais amplo: nesse sentido, é preciso buscar por estratégias que contribuam para a qualidade de vida no trabalho, para o engajamento e, consequentemente, para os melhores resultados da empresa.

Se você deseja contar com um panorama completo sobre gestão de desempenho, entendendo o que é, sua importância e como desenvolver, continue no blog e confira nosso outro material!