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O que é a síndrome do impostor? Entenda!

Renan Araújo

síndrome do impostor

Síndrome do impostor é o sentimento constante que a pessoa tem de que não é boa o suficiente para executar as suas atividades. Trata-se de um termo psicológico para descrever um padrão de comportamento no qual a pessoa vai duvidar das realizações e terá um receio contínuo de tomar partida para grandes projetos (ou até mesmo para se recolocar na carreira).

Identificar os sintomas é o primeiro passo para saber se você se acomete pela síndrome continuamente. Porém, vamos retomar a um trecho do nosso artigo de segunda: mencionamos que dedicaremos essa semana a publicar textos relacionados à semana da mulher. O que a síndrome do impostor tem a ver com isso?

Neste material, a gente explica mais sobre o tema. Entenda!

Navegue pelo conteúdo:

Síndrome do impostor: o que é e sintomas

Quais são os danos da síndrome do impostor?

Como a empresa pode auxiliar profissionais?

Síndrome do impostor: mulheres são as principais acometidas

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Síndrome do impostor: o que é e sintomas

Primeiro, vamos entender mais detalhes sobre o que se trata a síndrome do impostor e quais são os seus sintomas. Como afirmamos, é o sentimento constante de que a pessoa não é boa o suficiente para realizar atividades profissionais, com dúvidas de sua capacidade e receio de tomar decisões por si só. Traduzindo: autossabotagem.

Nesse sentido, quanto nos referimos à síndrome do impostor, estamos abordando sobre a incapacidade de internalizar o sucesso, mesmo que algum projeto tenha sido bem-sucedido. A pessoa acometida pela síndrome acredita que foi por sorte — e não por mérito.

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Entre os sintomas mais comuns que podemos destacar, ressaltamos:

  • procrastinação constante — a pessoa com síndrome do impostor vai adiar compromissos, vai procrastinar tarefas importantes que precisam ser feitas e, naturalmente, não trarão suas perspectivas sobre o tema nas reuniões de trabalho;
  • abandono de tarefas — a procrastinação pode levar ao abandono de tarefas. Por internalizar que não é capaz de realizar determinada função, vai demandá-la para outro(a) colega ou acionar a liderança para realizar uma troca de projetos;
  • comparações constantes — a comparação também é bem comum em quem tem essa síndrome. A pessoa vai analisar outros(as) profissionais e identificar quais são as diferenças entre eles e no que o outro é melhor, mesmo isso nem sempre sendo verdade;
  • trabalhar muito — ela nunca está satisfeita com os resultados e com as entregas feitas. Consequentemente, trabalha em excesso, pois acredita que precisará sempre entregar mais para suprir algumas deficiências.

Quais são os danos da síndrome do impostor?

A síndrome do impostor, por si só, pode desencadear outros problemas. Sabemos que as empresas têm se preocupado continuamente com saúde mental das pessoas de seu quadro de colaboradores(as). Afinal, de acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 200 mil brasileiros foram diagnosticados com depressão e afastados de suas funções nos últimos anos. Dessa forma, a previdência social desembolsou mais de 25 bilhões com benefícios para esses afastamentos.

E a síndrome do impostor tem uma forte relação nesse sentido. A principal consequência, por exemplo, é o desgaste emocional. Como vimos, ela vai se esforçar cada vez mais para ter um resultado melhor, trabalhar em excesso e nunca estar satisfeita com o que foi alcançado.

Dessa forma, as chances de desenvolver ansiedade, depressão e síndrome de burnout são grandes. Essa última, inclusive, foi classificada pela OMS como uma doença de trabalho no início de 2022.

Pode causar danos, ainda, para as relações interpessoais. Novamente, como ela não acredita que está apta para aquelas atividades, poderá mudar constantemente de emprego, pedindo demissões em um curto espaço de tempo. Isso impede de criar vínculos mais duradouros e até mesmo atrapalha o desenvolvimento profissional, pois impedirá de conquistar cargos mais altos — mesmo se esse for o interesse.

Como a empresa pode auxiliar profissionais?

Mas como as empresas, especialmente as lideranças, podem auxiliar profissionais quanto a esse problema? Algumas práticas podem ser adotadas:

  • liderança como mentora — as lideranças podem funcionar como uma espécie de mentora caso identifique que o liderado ou liderada continuamente se autossabota ou afirma que não conseguirá executar tal atividade. Assim, juntos(as), podem traçar planos de ação para que as atividades sejam cumpridas, com um acompanhamento de perto;
  • reuniões de one-on-one — por meio das reuniões de one-on-one, as lideranças podem incentivar que seus liderados e lideradas compartilhem inquietações e angústias. Para isso, é importante criar um espaço de cumplicidade e segurança;
  • entender quando há excesso de trabalho — é preciso que haja a cultura da definição de prioridades dentro da empresa. Assim, as lideranças identificarão quando sua equipe estiver sobrecarregada;
  • incentivar a ideia de que falhas garantem aprendizado — a equipe como um todo deve enxergar os erros como aprendizados. Por meio deles, há a oportunidade de entender o que aconteceu e definir ações para que esse tipo de contexto não se repita.

Síndrome do impostor: mulheres são as principais acometidas

Voltando à introdução, decidimos trazer esse tema para a semana das mulheres pelo fato de elas serem as principais acometidas pela síndrome do impostor. Inclusive, atinge personalidades mundiais, como Michelle Obama e as atrizes Meryl Streep e Kate Winslet.

Esse tipo de conclusão foi tirado inclusive de um estudo feito pela Universidade de Geórgia, nos Estados Unidos. De acordo com o levantamento, cerca de 70% das entrevistadas, todas executivas, “se sentem uma fraude”.

O que as empresas podem fazer nesse sentido? Proporcionar um ambiente onde elas se sintam seguras para crescerem em suas carreiras, trazerem ideias inovadoras e discutirem debates em reuniões sem serem questionadas ou interrompidas com frequência.

Neste conteúdo, você pôde entender o que é a síndrome do impostor, quais são os seus sintomas, impactos para a carreira e pesquisas que identificam o fato de as mulheres serem as principais acometidas. Como vimos, as corporações também têm um importante papel nesse cenário. Devem atuar de perto para criar um ambiente seguro e proporcionar um espaço igualitário, onde todos(as) têm as mesmas oportunidades — tanto de crescimento na carreira quanto de trazerem as suas ideias, independentemente do momento.

Por falar sobre o tema, publicamos ainda um artigo que explora sobre a diversidade de gênero nas organizações. Se você quiser saber um pouco mais sobre o assunto, continue no blog e acompanhe nosso outro material!