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Liderança: confira um conteúdo completo sobre o tema!

Renan Araújo

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Liderança: cargo que tem grande impacto nas organizações. Por essa razão, é essencial que as empresas busquem estratégias que contribuam para o aperfeiçoamento de seus profissionais, além de oferecerem insumos para que as lideranças possam se aproximar mais de seus liderados e lideradas, bem como contribuírem para o desenvolvimento de todo o time.

De acordo com um estudo feito pela Gallup, o mau relacionamento com gestores é considerado um dos principais motivos para que 75% das pessoas deixem seus empregos. Além disso, segundo um levantamento feito pela Michael Page, 8 em cada 10 profissionais pedem demissão por causa de seus líderes — e esses são apenas alguns dos pontos que comprovam a necessidade de esses profissionais para o sucesso da equipe.

Neste material, apresentamos um material completo sobre o tema, para que você tire suas dúvidas e entenda como as lideranças de sua equipe podem contribuir para o crescimento do time. Continue a leitura e saiba mais!

Quais são os principais desafios das empresas em relação às lideranças?

Primeiro, vamos apresentar alguns dos principais desafios para as empresas quando abordamos sobre lideranças. Confira!

1. Falta de preparação

O primeiro gargalo enfrentado pelas empresas quanto às lideranças está relacionado à falta de preparo das pessoas. Segundo um outro estudo realizado pela Gallup com mais de 2,5 milhões de gestores em 195 países, 70% das pessoas que exerciam papéis de líderes não estavam preparadas para as suas funções. Consequentemente, há um impacto de mais de 300 bilhões de dólares na economia global.

Empresas contam com diferentes critérios para definir seus líderes. Caso a sua organização se preocupe apenas com habilidades técnicas, por exemplo, é um erro que pode ocasionar em lideranças mal preparadas.

2. Objetivos da empresa e objetivos do time

Um estudo conduzido pelo Great Place To Work observou que, em grande parte das empresas, as lideranças não conseguem alinhar os objetivos da empresa com os objetivos do time. Enquanto a organização busca por resultados, liderados e lideradas cobram por desenvolvimento de carreira, “cuidado” por parte de seus gestores, além de feedbacks contínuos.

Nesse cenário, a mudança deve partir de diretorias, fundadores e CEOs das organizações. Resultados financeiros são importantes, mas o desenvolvimento de colaboradores também é essencial para que as empresas alcancem o sucesso almejado.

3. Impacto emocional

De acordo com um artigo publicado pela Harvard Business Review, estar na média liderança é considerado exaustivo para grande parte das pessoas que exercem essa função. Um dos impactos discutidos no material está relacionado aos diferentes níveis de autoridade enfrentados pelo profissional. Ele é líder, mas também é liderado — o que se alia ao desafio anterior, relacionado ao alinhamento de expectativas.

Em uma reportagem publicada pela Revista Exame, um dos colaboradores com maior impacto na saúde emocional são justamente os gerentes. Em 2019, 50% deles sofriam de estresse, enquanto o valor para membros da diretoria era de 39%.

Quais são as competências essenciais de uma boa liderança?

Agora que você já conhece alguns dos desafios enfrentados pelas lideranças, chegou o momento de entendermos quais são as competências essenciais de uma boa liderança. Continue a leitura e saiba mais!

1. Ambidestria

O conceito de ambidestria organizacional deve ser discutido entre as equipes, especialmente entre as lideranças. Mas afinal, o que é um profissional ambidestro? É aquele que consegue conciliar processos operacionais e importantes para a empresa, mas que abre espaço para a inovação do time e para trazer soluções que vão aperfeiçoar as diversas demandas do dia a dia.

Assim, apesar de considerarem essenciais os atuais processos e demandas, estão sempre à procura de oportunidades para transformar o modelo de negócios, além de possibilitar um trabalho mais dinâmico por parte de todo o time.

2. Gestão humanizada

A gestão humanizada deve ser uma característica de atenção por parte das lideranças. De acordo com um outro levantamento realizado pela Gallup, 70% do nível de engajamento dos colaboradores é atribuído ao líder.

Outros resultados dessa pesquisa apontam situações críticas quanto ao trabalho das lideranças, segundo uma pesquisa feita pela Harvard Business Review: 75% das pessoas destacaram que o seu superior imediato era a pior parte do trabalho, enquanto 65% dos profissionais afirmaram que topariam um corte de salários se as suas lideranças fossem trocadas por colaboradores melhores e mais preparados.

O que poderia causar números tão preocupantes? Líderes que não priorizam as suas equipes. Mais à frente, traremos dicas de como a gestão pode se tornar mais humana e próxima de seus liderados e lideradas, contribuindo para gerar um melhor desempenho dos colaboradores e, consequentemente, da empresa.

3. Tomada de decisão baseada em dados

Seja qual for a decisão a ser tomada pelas lideranças, é preciso que sejam baseadas em dados. Hoje, não cabem mais achismos, independentemente de qual seja o processo. Pelo contrário, já existem ferramentas que oferecem maior ciência para as demandas do dia a dia, desde o desempenho das pessoas até às decisões estratégicas.

4. Difundir a cultura organizacional em toda a equipe

Por fim, as lideranças devem difundir a cultura organizacional por toda a equipe, contribuindo para o seu fortalecimento. Primeiro, vamos ao significado de cultura organizacional. Trata-se da forma com que as pessoas se comportam em uma empresa, em função dos seus valores (pessoais e coletivos), exemplos, rituais, incentivos, artefatos e histórias.

De acordo com o Panorama de RH do Brasil em 2018, 77% das empresas participantes contam com valores bem estabelecidos e um código de cultura divulgado para toda a empresa. Porém, não basta ter essa definição: é preciso que a cultura seja difundida, começando pelas lideranças.

Um dos fatores mais diluidores da cultura de uma empresa é justamente quando há a promoção de pessoas que não representam os valores da organização. Naturalmente, por meio de seus comportamentos ou pela falta de sincronia com o que é pregado como cultura, o time como um todo percebe essa discrepância e passam a ter incentivos menores para agirem de acordo com os valores pré-estabelecidos.

Do contrário, histórias e comportamentos influenciam de forma direta no modo como todos se comportam na empresa. O fundador, quando está presente no grupo, acaba servindo como grande exemplo para outras pessoas da equipe, que naturalmente buscam imitar suas crenças e comportamentos.

Como promover uma liderança mais humanizada?

Destacamos sobre a gestão humanizada como uma das competências essenciais das lideranças. Por essa razão, apresentaremos algumas estratégias para que líderes possam desenvolvê-la.

1. Prática constante de feedbacks

A primeira delas está relacionada à prática constante de feedbacks. Trata-se do processo no qual uma pessoa contribui para que a outra possa se desenvolver a partir de suas próprias percepções. Por que isso é importante? Quanto mais feedbacks são trocados entre colaboradores dentro de um time, melhores serão os resultados individuais — consequentemente, melhores serão os resultados da empresa.

No livro, Thanks for the feedback: The Science and Art of Receiving Feedback Well, Douglas Stone e Sheila Heen trazem resultados de uma pesquisa que demonstram a importância de lideranças incentivarem essa prática e oferecerem feedbacks continuamente aos seus profissionais. Na obra, profissionais que buscam feedbacks com frequência — especialmente feedbacks construtivos — são percebidos como mais competentes, se estabelecendo em novos papéis de maneira mais rápida.

Além disso, se considerarmos os Millennials (pessoas nascidas entre 1980 e 2000 que irão representar cerca de 75% da força de trabalho mundial), a prática de feedbacks não tem volta: feedbacks reforçam comportamentos positivos e trazem inputs de melhorias. Essa geração, além de estar preparada para receber, buscam continuamente entender a percepção de outras pessoas em relação ao seu trabalho, especialmente as lideranças.

2. One-on-one

Reuniões one-on-one são encontros periódicos entre lideranças, liderados e lideradas para discutirem sobre os mais diversos tópicos, desde a vida pessoal do colaborador até os desafios enfrentados por ele na organização.

Essa prática influencia diretamente para a construção de uma liderança humanizada justamente por trazer:

  • a sensação, por parte do colaborador, de que há alguém que se preocupa com ele no nível pessoal;
  • o sentimento de que a liderança também está atenta ao seu desenvolvimento profissional dentro da empresa;
  • a certeza de que ele é ouvido no âmbito profissional.

Consequentemente, há um melhor fluxo de informações na empresa de baixo para cima, uma vez que as lideranças terão a oportunidade de ouvir, sem julgamentos, o que liderados e lideradas têm a dizer. Além disso, é uma ótima oportunidade para promover o engajamento das pessoas do time por meio do feedback, contribuindo para que elas possam se desenvolver. Por fim, estreita laços entre lideranças e liderados, estratégia que permite a retenção de talentos e uma maior satisfação de todo o time com a empresa.

3. Reconhecimento

Reconhecer o profissional traz grandes ganhos para a empresa.

De acordo com Sam Walton, fundador do Wal-Mart, “manter tanta gente motivada a fazer o seu melhor envolve uma série de programas e sistemas que desenvolvemos no Wal-Mart ao longo dos anos, mas nenhum deles funcionaria sem uma coisa muito simples que junta tudo: reconhecimento. Todos nós gostamos de ser elogiados. Então o que praticamos na empresa é procurar comportamentos que possamos elogiar. Busque coisas que estão dando certo. Queremos que nossa turma saiba quando estiver fazendo um trabalho excelente, e que saiba que são importantes para nós.”, afirma.

Tal estratégia se comprova por meio de pesquisas. De acordo com a BCG, em uma pesquisa realizada em 2014, apreciação e reconhecimento são considerados o principal driver de “felicidade no trabalho”. Além disso, reconhecimento é considerado como um top driver de engajamento, segundo um levantamento de 2012 realizado pela Aon Hewitt.

Por fim, segundo um estudo da Gallup, 33% dos profissionais declaram não terem sido reconhecidos por um bom trabalho nos últimos sete dias — falha que pode ser corrigida pelas lideranças.

4. Vulnerabilidade

Engana-se quem pensa que as lideranças não podem se mostrar vulneráveis. Muito pelo contrário! Devemos levar em consideração que as lideranças são profissionais assim como qualquer outro, que conta com desafios ao longo de sua carreira, medos, dúvidas, entre outros pontos comuns ao time como um todo.

Por essa razão, as lideranças não precisam temer não ter todas as respostas para seus liderados e liderados. Essa atitude fará com que ele se mostre humano, contribuindo para criar uma conexão maior com a equipe, justamente por despertar a empatia de pessoas que convivem diariamente.

Edoarda Malzoni, Head de Marketing e SDR na Qulture.Rocks, dá algumas dicas de como demonstrar vulnerabilidade: “seja sincero quando não sabe de algo, compartilhe suas dificuldades e como você tem feito para superá-las. Isso não apenas vai te deixar mais próximo do seu time, como você também vai passar uma boa mensagem de que eles podem confiar em você quando algo estiver errado — e que você os ajudará a corrigir a rota o mais rápido possível”.

Além disso, as lideranças podem exercitar a vulnerabilidade:

  • reconhecendo as emoções e praticando o autoconhecimento;
  • pedindo ajuda sem medo de ser condenado por outras pessoas;
  • não fugindo dos conflitos — aqui, é uma oportunidade para que os aprendizados adquiridos sejam construtivos.

Quais são os estilos de liderança existentes?

A seguir, selecionamos ainda alguns dos principais estilos de liderança existentes. Confira!

Líder visionário

Lideranças visionárias são inspiradoras. São elas que vão orientar às equipes para onde estão indo, mas sem dizer como alcançar esse resultado — o que contribui para incentivar a autonomia, tão importante entre as empresas.

Normalmente, é eficaz quando a empresa precisa passar por uma grande mudança, ou, ainda, para ajudar a equipe a gerenciar essas transformações. Porém, caso a equipe seja mais experiente que a liderança, esse não é o estilo mais indicado.

Para desenvolver esse estilo, o ideal é aumentar a visão macro do negócio e estudando o mercado da empresa. Apesar de serem dicas simples, contribuem diretamente para trazer um impacto positivo ao negócio.

Líder Coaching

A liderança Coaching vai conectar os objetivos pessoas da pessoa ou da equipe com os objetivos da organização. Entre as características principais, destacamos:

  • empático;
  • encorajador;
  • focado no desenvolvimento e motivação das pessoas.

Ela deve ser usado quando algum liderado ou liderada precisar desenvolver habilidades, ou, ainda, estiver perdido quanto a seu papel na organização. Para desenvolvê-lo, é preciso conhecer a fundo as pessoas do time, orientando-as por meio de ferramentas úteis para o seu crescimento — ou seja, focará inicialmente na reflexão e, em seguida, na ação.

 Líder Afilliative

O principal objetivo do estilo liderança Afilliative é promover a harmonia dentro da equipe, enfatizando de forma contínua as conexões emocionais. Entre as características importantes, destacamos:

  • conecta pessoas;
  • incentiva a inclusão;
  • resolve conflitos.

Normalmente, é utilizada justamente quando há situações de conflitos. Para desenvolvê-lo, é preciso aprender a solucioná-los, entender como se manter otimista e exercitar a escuta ativa de forma contínua.

Líder Democrata

Lideranças democráticas buscam se concentrar na colaboração da equipe. Nesse caso, eles confiam mais em ouvir do que em direcionar — do contrário das lideranças visionárias, esse estilo é indicado para quando há pessoas na equipe mais experientes do que os líderes.

Nesse sentido, há compartilhamento de ideias, orientações para discussões e debates importantes sobre a estratégia como um todo, além de orientar o time para tomar a decisão final de maneira mais coparticipativa.

Para desenvolvê-lo, envolva toda a equipe na resolução de problemas e também na tomada de decisão, ensinando o time as habilidades necessárias para esse papel.

Líder Pacesetting

Esse líder também é conhecido como o “batedor de metas”, uma vez que tem um ritmo acelerado e esperam sempre a excelência do time. É indicado basicamente quando há necessidade de contar com bons resultados em um ritmo acelerado.

Para desenvolvê-lo, é preciso se concentrar no alto desempenho, além de buscar constantemente melhorar a qualidade do trabalho da equipe por meio de técnicas de soluções de problemas. Ainda é preciso:

  • capacitar-se constantemente;
  • trabalhar técnicas de motivação;
  • elevar a barra de resultados.

Líder Comandante

Lideranças comandantes contam com uma abordagem mais autocrática e microgerenciadora. Consequentemente, vai haver mais dificuldade por parte da gestão de afastar dos detalhes do dia a dia, afastando também a visão estratégica.

Esse estilo de abordagem só é útil para equipes que precisam seguir processos “ao pé da letra”, em situações de alto risco e que precisam de decisões rápidas. Além disso, é preciso que o time entenda para onde está indo, confiando nas decisões tomadas.

Qual usar?

Conforme percebemos, não há um estilo de liderança certo e nem errado. Vai depender da realidade de sua empresa, das necessidades enfrentadas pelo time e do modo como a equipe trabalha. Cada uma dessas representações contam com pontos fortes e fracos, que devem ser estudados e bem desenvolvidos para que os objetivos almejados sejam alcançados com êxito.

Por essa razão, o ideal é que escolha por aquele que:

  • adapte à situação que o time está enfrentando;
  • às pessoas envolvidas na equipe;
  • às emoções vivenciadas no time;
  • aos desafios enfrentados pelo setor como um todo.

Neste material, você pôde conhecer algumas informações importantes sobre as lideranças. Vimos, por exemplo, sobre a importância que elas exercem na empresa, sobre os principais estilos, além de conferir dicas de como construir uma liderança mais humanizada.

Para contribuir para esse processo, contar com uma solução de gestão de desempenho é essencial para a equipe. Se você deseja saber um pouco mais sobre o tema, entre em contato com a gente, converse com nossos profissionais e tire suas dúvidas!