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O que é empowerment e como desenvolver nas empresas?

Renan Araújo

empowerment

Antes, um dos principais modelos de gestão que se predominava era o vertical. Ou seja, um grupo de lideranças tomava as decisões e comunicava para a empresa, sem garantir a possibilidade de as pessoas trazerem suas percepções em relação ao andamento e desenvolvimento do negócio. Porém, principalmente com a chegada dos millennials no mercado de trabalho, houve a necessidade de trazer modificações nesse cenário. Nesse sentido, o entendimento sobre o que é empowerment ganhou destaque.

A partir dessa estratégia, gestores podem delegar mais responsabilidades aos profissionais, oferecer mais autonomia e garantir que eles participem ativamente de algumas decisões tomadas pela empresa. 

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para explicar um pouco mais sobre o significado desse conceito, a importância para a empresa, além de dicas de como aplicar. Confira!

O que é empowerment?

Em uma tradução literal, empowerment significa empoderamento. Conforme abordado, é uma prática na qual a empresa vai descentralizar o poder de gestão, distribuindo-o a todos os colaboradores da organização.

Entre as principais consequências positivas desse processo, destacam-se especialmente o fato de que as decisões são tomadas de forma muito mais ágil, justamente por haver redução das burocracias — e, em um mercado que está em constante mudança, esse é um ponto fundamental para se destacar competitivamente.

Essa ideia começou a ser discutida no início da década de 1970, no campo das ciências sociais. Nesse período, havia uma maior relação com grupos considerados minorias, como o movimento negro e o feminismo. Por volta da década de 1990, quando as empresas passaram a priorizar equipes multidisciplinares e autônomas, o conceito foi adaptado para as necessidades organizacionais.

Quais são as principais características do empowerment?

A seguir, selecionamos algumas das principais características observadas nas empresas que investem no empowerment. Confira!

Autonomia dos colaboradores

Conforme abordado, o empowerment surgiu com a necessidade de as empresas contarem com equipes mais autônomas. E esse é um dos fatores essenciais para impulsionar resultados dentro das organizações. De acordo com uma pesquisa realizada pela Page Talent, 58% das pessoas no Brasil têm mais facilidade de desenvolver as suas tarefas quando agem de forma independente.

Além disso, de acordo com a empresa de consultoria empresarial Fellipelli, 75% dos profissionais demonstraram atuar em prol dos interesses coletivos, apresentando facilidade em trabalhar em conjunto — fator estimulado ao oferecer liberdade na execução das demandas e prazos, o que possibilita mais conforto para gerar melhores resultados. 

Porém, uma dúvida comum entre as equipes é em como as lideranças podem proporcionar autonomia aos colaboradores. Na execução de um projeto, por exemplo, o ideal é que ele atue oferecendo feedbacks para os profissionais, orientando ao longo da atividade qual seria o caminho mais indicado para alcançar os resultados pretendidos. Além disso, elas devem se orientar continuamente pela visão, missão e valores da empresa, de modo que as pessoas atuem com base em um mesmo propósito.

Compartilhamento de informações

Conforme mencionado, empresas que investem no empowerment se preocupam em trazer mais transparência aos profissionais. Quando isso acontece, a equipe passa a confiar mais nas decisões tomadas pela organização, favorecendo o engajamento com as demandas e com as metas, além de impactar na produtividade do time — uma vez que vai elevar o senso de responsabilidade.

Nesse sentido, principalmente em um contexto de trabalho remoto, é importante que toda a empresa se reúna periodicamente (na Qulture.Rocks, fazemos encontros semanais), no qual cada time vai passar os seus principais updates de projetos e metas, trazer aprendizados adquiridos ao longo da semana, além de possibilitar que toda a organização possa ter um alinhamento sobre tudo o que vem sendo praticado na empresa.

Gestão horizontal

No início do material, mencionamos que até pouco tempo atrás o modelo de gestão mais usual era o vertical. No caso de empresas que garantem empowerment aos colaboradores, o modelo comum é o horizontal.

Entre as principais características da gestão vertical, destacamos:

  • áreas e departamentos com funções muito bem definidas;
  • presença de um líder forte no topo, que centraliza as tomadas de decisão.

Já a gestão horizontal conta com os seguintes pontos:

  • colaboradores com mais autonomia para tomar as suas decisões;
  • pessoas reportam suas demandas e aprendizados a um líder em específico;
  • há menos burocracias quando é preciso tomar decisões.

Como adotar o empowerment nas empresas?

Agora que você já sabe o que é e quais são as principais características do empowerment nas empresas, apresentaremos dicas de como adotá-lo.

 Capacitação das pessoas do time

Conforme vimos, as pessoas de um time passarão a ter autonomia para as tomadas de decisão. Porém, para que isso seja feito de forma efetiva, existe a necessidade de os colaboradores serem capacitados para que seus times gerem resultados.

Nesse sentido, o ideal é que as lideranças entendam quais são os pontos de necessidades de seus liderados e lideradas. As reuniões de one-on-one (encontros periódicos entre gestão e colaboradores) tendem a identificar esses tópicos com mais facilidade, justamente por promover um melhor fluxo de informações de baixo para cima.

Além disso, nunca deixe de mensurar como essas capacitações têm surtido efeito no desenvolvimento das pessoas e nos resultados da empresa como um todo. Estimule, ainda, que os próprios talentos possam capacitar os seus colegas. Em uma organização, há áreas e atuações completamente distintas. Habilidades e competências de um poderão trazer insights para as funções do outro.

Decisões baseadas em dados

Menos achismo, mais ciência. Busque no mercado ferramentas que auxiliem na tomada de decisão dos colaboradores, de modo que eles tenham insumos e segurança para resolverem as mais distintas situações —  e com embasamento.

Na área de RH, por exemplo. Esse setor será um importante aliado para entender qual é a percepção das pessoas do time em relação às políticas, práticas e processos da empresa, entender quem são os top performers da equipe e quais são os principais gargalos enfrentados pela organização — turnover alto e índice de absenteísmo elevado são alguns desses pontos.

Por meio de uma ferramenta que auxilie no controle desses dados, consequentemente possibilitará a todo o time tomadas de decisão mais qualificadas, traçando ações para reter os principais talentos, melhorar o clima organizacional e potencializar pontos positivos dos colaboradores — o que ocasionará em um melhor desempenho da empresa como um todo.

Preparação das lideranças

Para que a prática de empowerment seja adotada, é preciso preparar as lideranças, principalmente se houver uma mudança de cultura na empresa.

Dessa forma, elas conhecerão estratégias sobre como incentivar a inovação e a melhoria contínua dos processos (sem deixar a autonomia do profissional de lado), vai colocar a equipe em sintonia com os objetivos da empresa, além de traçar ações que estimulam continuamente às pessoas, buscando sempre pelos melhores resultados para a equipe.

Demais dicas

Além de todos esses pontos mencionados, esteja atento também a:

  • identificar quais são as dependências organizacionais da empresa, em qual estágio está e trace ações para superá-las;
  • apresente aos profissionais o conceito de empowerment, quais são os ganhos que ele traz e como isso vai impactar na gestão como um todo;
  • faça apresentações às pessoas do time sobre a importância da autonomia nos processos e também da responsabilidade de cada pessoa para alcançar os resultados pretendidos;
  • trabalhe com objetivos e metas bem alinhadas (uma boa sugestão é a prática de OKRs);
  • atribua responsabilidades aos profissionais de acordo com suas competências e habilidades;
  • acompanhe continuamente quais foram os resultados que as novas práticas trouxeram para a empresa.

Quais as vantagens do empowerment nas empresas?

Por fim, apresentaremos alguns dos principais benefícios do empowerment nas empresas. Veja!

Melhora o fluxo de conhecimento

Conforme mencionamos, algumas das práticas de empowerment estão justamente relacionadas ao fato de as próprias pessoas terem a oportunidade de compartilharem seus conhecimentos.

Consequentemente, vai dar oportunidade aos profissionais de conquistar novas habilidades, conquistar competências e se desenvolverem mais — o que estimula, de forma direta, o desenvolvimento da empresa.

Melhora a produtividade dos colaboradores

Buscar estratégias que contribuam para aumentar a produtividade dos colaboradores sem que afete a sua satisfação e nem a qualidade do trabalho efetuado é um dos principais desafios para as empresas. Por meio das práticas de empowerment, vai haver redução na burocratização das demandas, o que possibilita mais agilidade nas entregas.

Atribui senso de responsabilidade aos colaboradores

Entre as vantagens de contar com um equipe que tenha mais senso de responsabilidade, destacamos especialmente o fato de que vai haver elevação no grau de engajamento dentro do espaço de trabalho, aumento da confiança dos profissionais em relação às lideranças, além de a empresa contar com mais capacidade para atrair e reter talentos.

Práticas de empowerment geram mais autonomia. Consequentemente, mais responsabilidade para que as pessoas possam alcançar os resultados pré-estabelecidos com mais facilidade.

Neste conteúdo, você pôde entender o que é empowerment, quais são as vantagens dessa prática para as empresas, além de conferir dicas de como implementar essas práticas. Assim como em qualquer outra ação, o ideal é que conte com um bom planejamento, além de apresentar às pessoas da equipe a importância que isso vai trazer para os resultados.

Ao longo do material, mencionamos sobre a necessidade de motivar funcionários em uma equipe. Se você deseja saber um pouco mais sobre o tema, continue no blog e confira nosso material!