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Top down e bottom up: entenda a diferença entre os termos

Renan Araújo

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Em uma empresa, é preciso conhecer os modelos de gestão existentes para que a organização opte por aquele que melhor se encaixe em sua realidade e à sua cultura. Entre os principais, destaca-se os tipos top down e bottom up. Enquanto no primeiro as decisões são tomadas pela diretoria e outras lideranças e “empurradas” para baixo, o segundo segue o fluxo contrário.

Para escolher o melhor para o seu negócio, uma série de fatores deve ser analisada. Estrutura de mercado a qual a empresa está inserida, valores da organização e perfil dos profissionais do negócio são apenas alguns deles.

Neste material, entenda um pouco mais sobre a diferença existente entre os dois modelos, os benefícios de cada um deles, entre outras informações relevantes sobre o tema. Continue a leitura e saiba mais!

Qual a diferença entre top down e bottom up?

Para que a empresa possa alcançar os resultados pré-estabelecidos em seu planejamento, é preciso que diariamente sejam tomadas algumas decisões importantes. Quando bem executadas, a organização terá ganhos financeiros, clientes mais satisfeitos e profissionais engajados com as atividades do negócio. Porém, como o fluxo de decisões é tomado deve ser uma preocupação. E existem duas principais maneiras: do topo para a base ou da base para o topo.

Até pouco tempo atrás, o modelo top down predominava entre as equipes. Conforme explicamos, são decisões tomadas pela diretoria e demais lideranças e transmitidas aos colaboradores. Já o modelo bottom up, que vem ganhando cada vez mais espaço nas empresas, é justamente o fluxo oposto: parte da base e vai para o topo. Dessa forma, entendemos esse modelo como menos hierarquizado, que oferece mais autonomia às pessoas, além de garantir o sentimento de pertencimento à equipe.

Quais as vantagens e desvantagens de cada um dos modelos?

Existem vantagens e desvantagens de cada um desses modelos. Por essa razão, o ideal é entender o cenário da sua empresa, a cultura do negócio e optar por aquele que melhor se encaixa na rotina da equipe. A seguir, confira quais são os prós e contras!

Vantagens da gestão top down

A principal vantagem da gestão top down está relacionada à uniformidade proporcionada aos processos em geral. Ou seja, grande parte das decisões do negócio será tomada por um grupo de pessoas e transmitida aos demais —  de acordo com o modelo que melhor funcione melhor no negócio.

Por essa razão, há uma maior congruência nas atividades realizadas, o que proporciona mais solidez para a empresa. Além disso, a gestão top down proporciona ao negócio:

  • mais agilidade para as tomadas de decisão, especialmente aquelas que precisam de mais urgência;
  • aumento da eficiência operacional da empresa;
  • consistência nos processos realizados pelo negócio;
  • maior controle no orçamento da equipe e nos investimentos feitos;
  • menor interferência nos processos e mudanças menos frequentes, entre outros.

Desvantagem da gestão top down

Porém, a gestão top down também conta com algumas desvantagens que devem ser levadas em consideração pelo time. A primeira delas é o risco de haver desarmonia entre os profissionais do negócio e a diretoria/liderança. Isso pode gerar na insatisfação dos colaboradores, que tende a surgir por diferentes motivos:

  • diretoria definir objetivos inalcançáveis ou confusos para a equipe de profissionais;
  • condições de trabalho ruins, além de a gestão destinar pouco empenho para oferecer melhorias;
  • implementação de processos de trabalho sem oferecer auxílio aos colaboradores e treinamentos para as novas demandas;
  • mudanças bruscas sem oferecer um aviso prévio para as pessoas;
  • falhas de comunicação na equipe.

Além disso, por conter um caráter mais inflexível, traz os riscos de ocasionar em uma taxa de retenção baixa. Consequentemente, os gastos da empresa com contratação e demissão serão mais elevados, bem como a perda de capital humano prejudica os processos internos.

Vantagens da gestão bottom up

Por meio da gestão bottom up, os profissionais serão envolvidos constantemente nas decisões da empresa. Naturalmente, ficará mais motivado para exercer suas funções, justamente por entender como elas contribuem para o resultado macro do negócio. Dessa forma, vai trazer reflexos diretos para o clima organizacional — percepção de colaboradores em relação aos processos, políticas e práticas da empresa — o que contribui para aumentar o engajamento da equipe e reduzir a taxa de turnover.

Outro ponto de destaque por meio desse modelo de gestão é a oportunidade de ampliar as discussões antes de tomar alguma decisão. Isso contribui para trazer outras perspectivas sobre o tema, tornando a discussão mais rica e construtiva.

Outras vantagens que podem ser pontuadas:

  • redução de conflitos, falhas e ruídos de comunicação, justamente por envolver o time em grande parte dos processos e decisões;
  • possibilidade de realizar análises mais realistas e completas;
  • detecção de problemas feita de forma mais ágil;
  • mais flexibilidade na gestão.

Desvantagens do modelo bottom up

O modelo bottom up traz algumas desvantagens para a empresa, mesmo sendo um tipo de gestão mais humanizado e que promove a integração. Entre eles, destacamos a tomada de decisões feita em um espaço de tempo mais curto ou a possibilidade de alocar recursos para o que não é prioridade para aquele momento na empresa.

Porém, quando há um acompanhamento próximo das lideranças para alinhar as metas individuais e coletivas do time com as globais da empresa, certamente esses desafios são superados com mais facilidade.

Qual a relação entre o modelo bottom up e OKRs?

As OKRs são um sistema de metas coletivas e individuais que convergem para as metas globais da empresa. Dessa forma, além de haver maior simplicidade na gestão, também vai oferecer mais transparência para a equipe, além de mais flexibilidade.

Conforme vimos, o modelo de gestão bottom up é aquele que parte da base e vai para o topo —  bem similar com a metodologia. Primeiro, devemos destacar que elas são definidas de forma mais descentralizada. Ou seja, dão mais voz e participação às equipes e seus membros. Nas metas tradicionais, os objetivos tendem a ser desmembrados justamente o contrário, trazendo mais identificação ao modelo top down (de cima para baixo).

Nas OKRs, os próprios colaboradores são incentivados a definir quais serão os seus objetivos, além de entender como eles estão alinhados com os objetivos mais elevados (a equipe ou da empresa).

LEIA MAIS: tudo sobre a metodologia OKRs, como implementar e seus diferenciais.

Neste conteúdo, você pôde entender o que é top down e bottom up, quais as diferenças entre os dois modelos de gestão, além de conferir os prós e contras de ambos para o negócio. Conforme explicado, o ideal é entender as particularidades da sua empresa, a cultura organizacional, além de optar por aquela que melhor se encaixa com a sua realidade (bem como colocar na balança os prós e contras).

Ao longo do material, mencionamos sobre motivação de colaboradores. Se você deseja entender um pouco mais sobre o tema, continue no blog e confira nosso outro material!