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Como o uso de dados pode contribuir para a sua empresa ser mais inclusiva?

Renan Araújo

Uso de dados e inclusão – canetinhas coloridas

Como o uso de dados pode contribuir para a diversidade em seu negócio? Sabemos da importância de investir em diversidade nas organizações. Porém, muitas vezes há dúvidas por parte das equipes se as ações executadas de fato têm surtido efeitos entre os times. As pessoas realmente consideram o seu negócio inclusivo? Há diversidade entre as lideranças? Quais são os pontos de melhoria?

Assim como em todas as vertentes do RH, esses questionamentos podem ser respondidos por meio de dados. Neste material, a gente relembra sobre a necessidade de se preocupar com esse tema no negócio, além de explicar como é possível conferir esse tópico na realidade de sua organização. Continue a leitura e saiba mais!

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Importância da diversidade nas empresas

De acordo com dados da edição 2020 do estudo Diversity Matters, elaborado pela consultoria McKinsey, apenas 21% das pessoas entrevistadas no Brasil afirmam que a sua empresa conta com diversidade étnico-racial elevada. Esse levantamento considerou 3900 profissionais de 1300 empresas do Brasil, Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Panamá.

O mesmo estudo apontou que 63% das 124 grandes empresas analisadas já investem em programas de diversidade e inclusão. 57% de profissionais dessas marcas afirmaram que as iniciativas vêm sendo continuamente ampliadas.

Dentro desses programas, pessoas com deficiência  (96%), identidade de gênero (83%), cor e etnia (78%) e orientação sexual (74%) são as narrativas mais atendidas.

Segundo um outro levantamento da própria McKinsey, caso a empresa invista em diversidade, há:

  • 152% mais chances de colaboradores proporem novas ideias e soluções para as suas atividades diárias;
  • 77% de chances de a empresa utilizar ideias externas (benchs) para melhorarem os seus produtos; 
  • 76% mais chances de concordar que a empresa utiliza os feedbacks obtidos pelos clientes para trazer melhorias aos seus processos e ao seu atendimento;
  • 72% de probabilidade de que a empresa traz melhorias consistentes nas formas de executar as demandas;
  • 64% mais chances de confirmar que a empresa abre espaço para novos aprendizados e para o compartilhamento de conhecimento.

Diversidade nas organizações

Criar conteúdos educativos

Para investir em diversidade nas organizações, algumas ações podem ser adotadas. A primeira delas e uma das mais simples é a possibilidade de criar conteúdos educativos para profissionais, de modo que as pessoas tenham acesso facilitado aos mais diferentes tipos de informação.

Adequar a cultura organizacional

Também é necessário adequar a cultura organizacional do negócio. Afinal, existem diferenças entre diversidade e inclusão. A primeira está no fato de você trazer pessoas de diferentes narrativas para a realidade do seu negócio, enquanto a segunda está em oferecer as mesmas oportunidades a elas. Exemplo: contratar pessoas com deficiência é diversidade. Ter um espaço adaptado a elas é inclusão.

Vagas

Além de todos esses pontos, é importante criar vagas que sejam focadas em diversidade. Hoje, há diversos cases no mercado de grandes marcas que abriram processos exclusivos para determinadas pessoas. A Magazine Luiza, por exemplo, elaborou um programa trainee específico para pessoas pretas, no qual não se exigia experiências profissionais prévias e inglês fluente.

Inglês fluente

Inclusive, esse último ponto é de suma importância. Uma empresa não é diversa nem inclusiva se faz alguns tipos de exigências em seus processos seletivos. Segundo uma pesquisa feita pelo British Council e pelo Instituto de Pesquisa Data Popular, apenas 5% da população brasileira fala a língua. A fluência é ainda menor: 1%.

Ou seja, com essa exigência você já exclui grande parte da população, especialmente aquelas já marginalizadas.

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Entendimento da sua realidade com o uso de dados

Mas como é possível entender como é a percepção de colaboradores e colaboradoras em relação às políticas de diversidade de um negócio? Por meio de dados. A partir da aplicação da pesquisa de clima organizacional, a equipe poderá obter um diagnóstico sobre o que pensam as pessoas do negócio em relação às ações adotadas.

Exemplos de perguntas que podem ser aplicadas:

  • A empresa se posiciona de maneira firme contra a discriminação e o assédio.
  • A empresa promove um ambiente de trabalho que aceita as pessoas como elas são.
  • As pessoas se respeitam independentemente de cargo, raça, religião, sexo, credo, idade, condição física etc.

Porém, conforme abordamos, se trata apenas de um diagnóstico. O próximo passo é formular ações concretas em relação aos resultados obtidos. Caso contrário, de nada adiantará o levantamento.

A partir desse resultado, há a oportunidade até mesmo de identificar amostras. Entenda: a empresa como um todo pode estar satisfeita com o investimento em ações de diversidade. Porém, o time de tecnologia não. 

O que há de diferente no time de tecnologia para esse retorno? Pouco esforço por parte da equipe de recrutamento para trazer mais mulheres? Apenas lideranças masculinas? Fica a cargo dos Recursos Humanos identificarem esses pontos para formular um plano de ação efetivo.

Depois que todas as ações forem implementadas, a área ainda tem duas funções:

  • Analisar se o plano de ação trouxe melhorias para o clima organizacional.
  • Entender se houve impacto nos resultados da empresa.

Ou seja, a pesquisa não deve ser aplicada apenas uma vez. Ao longo de todo o ano, é possível implementá-la e analisar como foi a evolução dos resultados.

Outros diferenciais do uso de dados

O uso de dados não se limita apenas ao entendimento da diversidade. Outros diferenciais que podem ser usufruídos:

  • avaliação de desempenho mais estruturada e com foco no histórico do profissional;
  • oportunidade de contar com um banco de dados que possibilitará tomadas de decisão de gente mais efetivas;
  • destaque entre a concorrência, uma vez que o turnover, absenteísmo e demais indicadores tendem a melhorar;
  • estruturação eficaz de treinamentos, entre outros.

Neste conteúdo, você pôde entender como o uso de dados pode contribuir para o investimento em diversidade. Como vimos, ao aplicar as pesquisas em seu negócio, há a necessidade de identificar qual é a percepção das pessoas e levantar planos concretos que possam trazer mudanças para esse quadro. Caso contrário, de nada adiantará o esforço dos profissionais para responderem aos tópicos.

Se você se interessou pelo tema e deseja entender quais outras vertentes a pesquisa pode contribuir para o sucesso de sua gestão de talentos, entre em contato com a gente, converse com nosso time e saiba mais!