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Employer branding e employee experience: entenda a diferença dos termos

Renan Araújo

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A empresa que se preocupa em reter seus talentos e a preservar o capital humano certamente debate temas como employer branding e employee experience. Porém, pela similaridade de ambas as estratégias e o modo como elas atuam na realidade das organizações, é comum que isso gere alguma confusão sobre a diferença entre os conceitos.

De forma simplificada, o employer branding vai cuidar da imagem da empresa como marca empregadora. Já o employee experience se trata de vivência da pessoa na organização — desde o seu processo de contratação até o momento em que é desligado do negócio.

Neste conteúdo, a gente explica um pouco mais sobre ambos os termos e como aplicá-los na realidade da empresa. Continue a leitura e saiba mais!

O que é o employer branding?

Conforme exmplicamos, employer branding é a reputação da empresa no mercado. Trata-se de um conjunto de ações que a empresa adota que contribuirá para atrair e reter talentos, além contribuir para que  profissionais a enxerguem como uma boa empresa para se trabalhar.

Porém, práticas de employer branding devem ser implementadas por etapas, uma vez que elas são mais complexas. O ideal é que a equipe pense em ciclos curtos para a definição das estratégias, além de projetar resultados a longo prazo. Para isso, o uso das OKRs se destaca.

Imagine só que o objetivo a longo prazo da área de RH (podemos definir como a visão de um ano), é o de reduzir a taxa de turnover e conquistar talentos no processo de recrutamento e seleção. Nesse cenário, ciclos de três meses podem ser trabalhados para conquistar esse resultado.

A estrutura do primeiro ciclo poderia ser da seguinte forma:

  • estruturar a área de employer branding e contratar profissionais que tenham essa função em específico;
  • administrar o relacionamento com as pessoas da empresa, contribuindo para que as políticas e a cultura seja propagada e vivenciada internamente;
  • definição dos principais valores que deseja reforçar ao longo do ano, por meio de projetos e práticas internas.

A partir disso, a equipe tem a oportunidade de constantemente trazer ações mais voltadas para a realidade da empresa e para as necessidades identificadas pelas pessoas  — e uma boa maneira de identificar quais são os principais focos de investimento é por meio de uma pesquisa de clima organizacional, cujo objetivo é oferecer um diagnóstico sobre a percepção das pessoas em relação às políticas, práticas e processos.

Entenda como construir o employer branding da empresa

Para construir o employer branding da empresa, existe a necessidade de se preocupar em duas etapas importantes: construir uma imagem forte no mercado e promover o que a empresa faz para que esse objetivo seja atingido.

Entre as tendências que podem ser adotadas no dia a dia do negócio, destacamos:

  • investimento em diversidade e inclusão;
  • promover práticas de reconhecimento;
  • apostar no plano de desenvolvimento individual e estimular que as lideranças acompanhem esse processo junto aos seus liderados e lideradas;
  • promover políticas de qualidade de vida no trabalho e bem-estar;
  • oferecer remuneração que seja competitiva com o mercado; entre outras.

O que é employee experience?

Já o employee experience é a soma das percepções e sentimentos que as pessoas da empresa vivenciam em suas interações, desde o primeiro contato, no processo de recrutamento e seleção, até o processo de desligamento.

Quando há uma preocupação com a experiência da pessoa nos mais diversos processos da empresa, consequentemente há mais oportunidades para criar um vínculo forte entre a organização e o colaborador. Como diferenciais que poderão ser usufruídos pelo negócio, destacamos:

  • melhorias para o clima organizacional;
  • maior engajamento das pessoas de um time;
  • maior produtividade da equipe;
  • retenção dos principais talentos do negócio;
  • atração de talentos reconhecidos no mercado;
  • redução de custos com contratações e demissões.

Para que todos esses diferenciais possam ser conquistados pela organização, é preciso pensar em todos os estágios que um colaborador passa no dia a dia do negócio.

Atração, recrutamento e seleção

Deve haver a preocupação com a cultura organizacional da empresa em diferentes estágios da vivência do colaborador, a começar pelo recrutamento. Já na divulgação da vaga, abra um espaço para dizer um pouco mais sobre os valores do negócio, sobre o que a organização espera de um candidato, entre outras informações relevantes.

Além disso, estimule que a equipe de R&S peça feedbacks das pessoas que participam do processo. Somente assim existe a possibilidade de aperfeiçoar pontos que precisam de melhorias e de potencializar aqueles que trazem bons resultados.

Dia a dia da pessoa na empresa

Grande parte das estratégias adotadas serão no dia a dia da empresa. Principalmente em períodos de trabalho remoto, é essencial que haja uma preocupação com a relação do profissional com a organização, de manter as relações sociais entre as equipes e de promover um ambiente de crescimento.

Quebrar a rotina da pessoa está entre as práticas que podem ser adotadas, uma vez que vai demonstrar cuidado e preocupação com o profissional. Pequenas ações podem gerar um impacto positivo para o seu time, contribuindo para o comprometimento das pessoas no trabalho.

Além disso, não deixe de reconhecer as qualidades das pessoas de sua empresa e elogiar sempre que alguém obter alguma conquista. De acordo com Sam Walton, fundador da Wal Mart, “manter tanta gente motivada a fazer o seu melhor envolve uma série de programas e sistemas que desenvolvemos no Wal-Mart ao longo dos anos, mas nenhum deles funcionaria sem uma coisa muito simples que junta tudo: reconhecimento.”

Por fim, é importante conhecer as pessoas de sua empresa. Também por meio de pesquisas, o negócio tem a oportunidade de identificar quais são os times com uma melhor percepção, quais são aqueles que podem ter melhorias e também identificar as causas que levam alguns times a reforçarem a ideia de que  práticas e processos podem ser aperfeiçoados.

Saída

Práticas de employee experience não se limitam apenas no período em que o colaborador está presente na empresa. Seja uma saída voluntária, seja uma saída involuntária, faça uma entrevista de desligamento e busque os feedbacks daquela pessoa em relação às políticas organizacionais.

Aposte, ainda, na prática de outplacement, principalmente quando a decisão da demissão partir da própria organização. Dessa forma, a gestão vai cultivar um bom relacionamento, além de auxiliar no processo de recolocação no mercado.

Neste conteúdo, você pôde entender qual é a diferença existente entre employer branding e employee experience, os benefícios de investir em cada uma delas e como é possível apostar nessas estratégias. Independentemente da ação adotada no negócio, é importante que a empresa tenha um bom planejamento, além de analisar continuamente os resultados, identificando qual é o impacto que isso trouxe para a organização.

Ao longo do conteúdo, mencionamos sobre a importância das práticas de diversidade em um negócio. Para saber mais sobre o tema, continue no blog e confira nosso material!